A Heroína Paquistanesa de 17 Anos

 Muitas pessoas pensam que nunca mudarão o mundo porque não têm capacidade ou condições para fazê-lo. Mas falaremos agora de uma menina que provou que esse pensamento está errado.

Malala cresceu no vale Swat (Paquistão), que é dominado pelo Talibã desde 2007. Seu pai, dono de uma escola, sempre incentivou-a a estudar.

Em 2008, no entanto, Malala teve que começar a lutar por seus direitos, já que o Talibã ordenou que todas as escolas parassem de dar aulas às meninas. E como não poderia ser diferente, seu pai foi o único a descumprir essa ordem. A partir desse acontecimento, nossa heroína criou um blog, que aos poucos foi recebendo a atenção que merecia. Em “Diário de uma estudante paquistanesa”, contava seu dia a dia e as dificuldades enfrentadas na luta por educação.

No ápice do conflito, quando tinha 15 anos, Malala e algumas outras garotas foram baleadas quando saiam da escola. Ao ir parar na UTI, o Talibã se declarou o responsável por essa atrocidade.

Apesar da parte ruim da história, as situações serviram para torná-la uma ativista no Reino Unido, onde mora atualmente com a família. Continua a defender os direitos das meninas e mulheres à educação.

Sabemos de tudo isso porque em 2014, ela foi a pessoa mais jovem a ganhar o prêmio Nobel. Em seu primeiro pronunciamento após o atentado, ela declarou: "Os terroristas pensaram que mudariam meus objetivos e interromperiam minhas ambições, mas nada mudou na minha vida, com exceção disto: fraqueza, medo e falta de esperança morreram. Força, coragem e fervor nasceram."

Em outubro deste ano de 2015, nos Estados Unidos, estreia um documentário sobre Malala, onde poderemos aprender mais com ela. Mas para aguentar a ansiedade, você já pode conferir o trailer oficial clicando aqui. Para aqueles que preferem uma boa leitura, há também sua biografia autorizada, “Eu sou Malala”, na qual podemos saber mais sobre a jovem que ganhou a atenção do mundo com muita determinação e coragem e que tem incentivado milhares de mulheres ao redor do mundo.

Muitas vezes, nos queixamos de ir para a escola, a faculdade, o trabalho. Não damos importância para coisas simples como ler e escrever. O que aprendemos com casos como o de Malala é que existem pessoas no mundo que fariam de tudo por chances como nossas próprias e teriam que ir contra o governo para isso. A moral de tudo isso não é sobre ir contra as leis ou ser baleado, mas sim sobre valorizar o que temos e dessa forma espalhar para o mundo o que podemos oferecer de melhor, dando oportunidade para outras pessoas de crescerem da forma como sonham. Afinal, foi isso que Malala fez.

E você, como pretende mudar o mundo?

Por Micaeli Alves

Revisão: Milena Moura

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